25/10/2012

Empresa portuguesa apresenta proposta para Transporte de Passageiros na malha da FTC

O setor logístico brasileiro passa por um momento de transformação, em que o modal ferroviário volta à agenda de prioridades. O cenário, que já vinha sendo desenhado pelos números positivos do segmento nos últimos anos, ganhou um impulso maior com o recente lançamento, pelo Governo Federal, do novo modelo do setor e criação da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), que pretende investir, ao longo de 25 anos, R$91 bilhões na reforma e construção de 10 mil quilômetros de ferrovias. Destes, 60% devem ser aplicados já nos primeiros cinco anos.
Com o anúncio do Programa de Investimentos em Logística, o interesse, de empresas estrangeiras, em investirem no país cresceu. Além da expansão na infraestrutura, outros serviços que somam nesse corredor de desenvolvimento também começam a ser planejados.
O projeto para o transporte público ferroviário de passageiros, para minimizar o problema de mobilidade urbana no sul do Estado foi apresentado aos diretores da Ferrovia Tereza Cristina (FTC), pelo administrador da empresa portuguesa Logistel, Albino Pedrosa, nesta quinta-feira (25). Os secretários de Desenvolvimento Regional da Grande Florianópolis e de Tubarão, Renato Hinnig e Haroldo de Oliveira da Silva, respectivamente, acompanharam a visita, representando o governador do Estado, Raimundo Colombo.
A manifestação de interesse, apresentada à FTC, visa oferecer uma forma cômoda de viajar com segurança, sem problemas de trânsito, com rapidez, preço reduzido e baixo impacto ambiental. “Aumentar as opções e a capacidade do sistema de transportes nas áreas urbanas e suburbanas é nossa aposta. O serviço de passageiros abrangerá cerca de 11% da população residente na área de influência direta da malha da Ferrovia, que tem 164 km de extensão e atravessa 14 municípios, quase de uma ponta à outra do Sul do Estado, ligando o interior à orla marítima atlântica, no Porto de Imbituba”, explica Pedrosa.
O diretor-presidente da FTC, Benony Schmitz Filho, pontua que por décadas não se falou em ferrovias e agora, com o novo modelo logístico, o setor ferroviário voltou a ser lembrado, e principalmente por ser um forte corredor do desenvolvimento econômico. “Santa Catarina também precisa de uma malha ferroviária para dar suporte ao volume de mercadoria que comercializa. Temos necessidade de um modal terrestre compatível com o marítimo. E mais do que pensar na importância da Ferrovia, para impulsar a economia, precisamos pensar na relevância social deste projeto. Trazer de volta o trem de passageiros elevaria a sua importância à sociedade”, ressalta Schmitz Filho.
Para o administrador da empresa portuguesa, a expectativa em firmar a parceria é grande. “Já tivemos a oportunidade de conhecer a Ferrovia e por isso temos interesse nesta parceria, para contribuir com o desenvolvimento econômico da região. Sabemos que algumas variáveis devem ser ajustadas com a administração da empresa, além de avaliação de infraestrutura, instalações e estações. Estamos à disposição para discutir com a equipe técnica, para que possamos oferecer o transporte de passageiros na região em que a Ferrovia atua”, completa.
A FTC também se mostrou interessada e vai realizar um estudo de viabilidade econômica e social, bem como analisar a importância estratégica como uma opção a mais para oferta do transporte público de passageiros. No prazo de 15 dias deverá se reunir com os representantes da Logistel, para realizarem juntas uma avaliação de investimentos e disponibilidade de infraestrutura.

Fonte: Comunicação FTC

LEIA TAMBÉM

06/06/2008

FTC participa de ação ambiental

. . .

06/03/2017

Transporte ferroviário de cargas por contêineres deve crescer de 10% a 20% ao ano

. . .

15/07/2015

Pacote de investimento em ferrovias abre caminho para a expansão de fronteiras e aumento da competitividade

. . .