21/07/2011

Extensão da ferrovia é discutida

A extensão da Ferrovia Tereza Cristina (FTC) em três novos ramais no Sul catarinense foi o assunto da audiência, ontem, em Brasília. Representantes do governo do Estado, Associação Brasileira do Carvão Mineral e da FTC apresentaram a necessidade de expansão da malha ferroviária, o que proporcionará o escoamento da produção das minas 101 (Içara), Maracajá e também da Usina Termelétrica do Sul Catarinense (Usitesc).

Para financiar o projeto, os representantes da ANTT deram algumas possibilidades. A principal é a de reinvestir do valor pago pela FTC ao Tesouro Nacional pelo arrendamento da ferrovia, no valor de R$ 8 milhões anuais. A execução da obra está estimada em R$ 80 milhões, sendo o Ramal Mina 101, com extensão de 4,5 quilômetros, o mais urgente. Para ele serão necessários cerca de R$ 8 milhões. Sua produção estimada é de 360 mil toneladas e a operação está prevista para 2012.

Conforme o superintendente da ANTT, Noboru Ofugi, um levantamento aprofundado da realidade da Região Carbonífera e da operação da FTC será realizado por sua equipe, in loco, na próxima semana. “Depois de termos um cronograma e um preparo técnico adequado, iremos ao ministro dos Transportes”, indica Ofugi.

A previsão para o Ramal Maracajá é de entrar em operação em 2016, com 11 quilômetros de extensão e escoando cerca de 480 mil toneladas por ano. Já o Ramal Usitesc será o mais longo, com 15,5 quilômetros, operação prevista para 2014 e produção de 300 mil toneladas anuais. A conclusão da Ferrovia Litorânea Sul, a partir de Imbituba, também foi tratada. “O setor está se expandido e é preciso que a infraestrutura acompanhe o ritmo”, pontuou o secretário de Articulação Nacional, Acélio Casagrande.

Fonte: SIECESC

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